Fui convencida. Ao deitar a cabeça no travesseiro, uma multidão de pensamentos vieram me manter acordada. Me senti cúmplice de minha memória, deixo claro que em nenhum momento senti isso como um reflexo ruim de não poder trazer a tona todos os meus desejos . Acabei almejando que meus olhos amadurecessem pra que eu pudesse ver o mundo de outra forma, não quero ser apenas refém de meus sonhos, apesar de saber que é pra eles que entrego todas as minhas emoções….
Muitas coisas se foram com a troca de estações…mas muitas ficaram. Ficaram e ficarão sempre que assim persistirem em se enraizar em meu pensamento. O que não posso é esperar demais para fazer o que necessita ser feito. Os dias nos são dados um de cada vez, porém que garantia temos que existirá o amanha? Ninguém nos garante uma quantia inesgotável de tempo…talvez esperemos demais. Não posso assistir meus dias passarem, se transformando em meses, se multiplicando em anos…. sem que eu sinta um nada….seja do outro lado da linha…. atras da porta…. ou do outro lado do mundo.
Gastei tempo me sentindo sem nada, não sabia se ia…se voltava, se decidia ou adiava… sabia apenas que estava ali… sem ao menos me preocupar aonde queria chegar...De repente, percebi que esses quesitos foram abandonados quando redescobri a magia do susto, do inesperado, claro que nada de mal me acontecia, continuava me protegendo, mas, com certeza, aquela mistura com minha vida, tirou meus olhos atentos ao nada, e me trouxe algo que alimentaria meus suspiros. Algo tão macio e suave que nem as emboscadas iriam me fazer desacreditar.
Inesperadamente vi claridade, através de grandes janelas percebi que existiam caminhos do outro lado, possibilidades. Decidi não interromper sem conhecer o destino final, queria viver aquilo e sorrir mesmo sem saber o por que. Mesmo tendo quase certeza que poderia sofrer. Mais me invadiu, me dominou e não me controlei. Sei que nada devo esperar, mais espero. Além de cores e sabores. Além de sons e paisagens. Além de noites e cafés da manhã. Espero porque sou humana. Espero porque acredito ter coragem de penetrar nas coisas mesmo sem as conhecerem profundamente, mesmo sentindo que toda essa história nada mais passa de um carrossel de sentimentos que apesar de não migrar de caminho, sempre me deixa com vontade de mais uma volta.
quinta-feira, 10 de março de 2011
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