Hoje acordei com vontade de reclamar, de brigar por tudo, de cobrar dos outros atitudes que deveriam ser antes de mais nada, minhas. Estou o tempo todo esperando dos outros comportamentos que eu gostaria que estes tivessem comigo. Parece que não me satisfaço, que nunca estou completamente feliz. Fico pensando se sou eu que cobro demais, que espero sempre o melhor, ou se de repente realmente não tenho sido tratada como deveria. Comparações são feitas na minha cabeça o tempo todo. Fico analisando minhas escolhas e meus atos tentando descobrir aonde errei pra explicar o porque agora estou passando por tudo isso. Me pergunto porque é tão dificil encontrar romantismo, delicadeza, cuidado, demonstração de afeto...da maneira que nós mulheres normalmente queremos? Talvez porque esperamos essas atitudes dos homens que não pensam da nossa maneira, mais sim... pensam como personagens que estão do outro lado do jogo, que pensam completamente diferente, e quando digo direferente não quero dizer ruim, apenas diferente afinal eles são diferentes. Não podemos cobrar deles que adivinhem exatamente como gostariamos de ser tratadas, eles não sabem, e nem sempre querem aprender. E vamos concordar que não podemos ficar ensinando ninguém a como namorar, isso além de não ter lógica, seria como se quisessemos construir um namorado inexistente. Como se pudessemos encaixar todas as peças fundamentais para a nossa satisfação em uma outra pessoa tornando-a "perfeita" pra nós. Garanto, isso nunca da certo.
O que nos resta fazer então? Deixar de desejar coisas melhores? deixar de cobrar dos outros romantismo? Deixar de esperar surpresas? Aprender a viver com o que temos? Aceitar que nem todos pensam como nós? Abandonar essa busca incansável pelo amor perfeito?
Eu confesso que não encontrei meu caminho, cada dia me esforço mais pra tentar entender esse processo de maneira natural.
Outro dia, após um complexo dia de trabalhos e discussões na faculdade, de ressoluções de problemas, voltando para minha van, eu ficava pensando o quanto seria bom se eu encontrasse alguém que fosse capaz de me deixar melhor, de me fazer um agrado ou qualquer coisa do tipo. Mais chegando la, encontrei uma pessoa (que por sinal ultimanente tem sido responsável por GRANDES momentos) que estava precisando mais do que eu. Que também tinha passado por problemas e que foi capaz de me dizer que naquele momento precisava de mim. Normalmente se ele estivesse feliz e agradável, eu o amava de volta, transmitia as mesmas atitudes e sentimentos. Mas se ele estivesse infeliz ou perturbado, eu me sentia culpada e então discutia ou me distanciava. Não era isso q ele precisava, não era assim que eu poderia ajudar em alguma coisa. Naquele dia, pela primeira vez, eu não o deixei. Eu fiquei, e foi ótimo. Eu consegui me dar quando elea realmente precisava de mim. Consegui me importar com outra pessoa. Confiar no nosso amor. Estar lá na sua hora de necessidade. Eu me maravilhei com a facilidade
que tive para ampará-lo quando me foi mostrado o caminho, quando ele conseguiu me dizer o que ele precisava naquele momento. Lógico que isso ainda não virou rotineiro, que ainda tenho muito para aprender, mais relembrando desse dia, sinto vontade de ser assim, acredito que após algumas vezes que agente mostre o caminho, este não precisa ser decrito muitas vezes mais. Querer ver o outro bem passa a ser um desejo natural, e fazer parte desse processo, torna-se mais natural ainda.
que tive para ampará-lo quando me foi mostrado o caminho, quando ele conseguiu me dizer o que ele precisava naquele momento. Lógico que isso ainda não virou rotineiro, que ainda tenho muito para aprender, mais relembrando desse dia, sinto vontade de ser assim, acredito que após algumas vezes que agente mostre o caminho, este não precisa ser decrito muitas vezes mais. Querer ver o outro bem passa a ser um desejo natural, e fazer parte desse processo, torna-se mais natural ainda.
De repente percebo então que estou exagerando em meus questionamentos, acredito que ninguém seja capaz de ser feliz o tempo todo. O que precisamos aprender é que ao continuar a reconhecer e explorar nossas diferenças, nós descobrimos novas maneiras de melhorar todos os nossos relacionamentos. Isso nos deve servir pra crescer e não para nos afastar do novo, ou do diferente.
Se utilizarmos o problema para descobrir a solução, nos estamos sendo criativos, inteligentes!