Hoje, sábado a tarde, após um momento relativamente tenso, resolvi assistir um filme. É dessa maneira que normalmente resolvo relaxar. É uma das minhas grandes paixões. Na escolha do filme, intuitivamente selecionei um que tinha como principal tema o DESTINO. Lógico que por ser um clássico romance americano o destino influenciava nos encontros e desencontros de um casal apaixonado. Comecei a pensar nesse tal destino que foi capaz de recriar toda uma história que claramente não daria certo. Na verdade não significava nem que não iria dar certo, mais sim que não iria corresponder com a idéia de encontro perfeito, príncipe encantado e contos de fadas que esperamos que aconteça nos filmes. Ai comecei a associar toda aquela historia do filme e a força que o “destino” fazia para juntar o casal apaixonado com algumas coisas que ouvi de uma pessoa muito especial nessa madrugada. Essa tal pessoinha que esta no meu convívio desde que me conheço por gente, me disse que o significado de “dar certo” não necessariamente tem a ver com estar junto. De repente por causa de um suposto “destino”, o casal do filme foi predestinado a estar junto não podendo se quer imaginar ou experimentar novas situações, que talvez fariam se estivessem separados. Muitas vezes me senti como se houvesse um destino descrevendo cada atitude, ou como se eu precisasse seguir um roteiro de filme e fosse obrigada a fazer as coisas darem “certo”, afinal aquele era o papel da personagem, alcançar o final feliz.
Comecei então a me perguntar o que era o destino, quem era essa força tão grande que era capaz de alterar a vida da gente? Percebi que pra essa palavra existem tantas definições e que todas elas se tratavam de conceitos incontroláveis:
Destino = local onde alguém se dirige. Pra onde alguém vai. Qual é então o nosso destino? Qual é o meu destino? Percebi que não sabia responder essa pergunta.... ai... comecei a pensar em outra definição...
Destino = circunstancia de acontecimentos que influenciam nossas vidas de maneira incontrolável. Este conceito apesar de já tê-lo vivenciado, também não era algo esclarecedor para alguém que tentava descobrir ao menos da onde surge este bendito destino.
Ai pensei.....Se existe? Não sei se acredito. Se o sinto? Não sei se posso negá-lo. Se espero? Não sei se o compreenderia. Porém sei que independentemente de qualquer coisa quero poder escrever minha historia, de repente até brincar com este suporto destino... de maneira que me sinta responsável pelos meus atos, e não encaminhada por algo destinado a mim acontecer. E se por acaso me engane, se realmente algo já foi destinado a mim... que eu não perceba, porque é capaz que inverta meu “destino” por simples teimosia... ou pela contradição. É capaz que eu durma esperando o meu final feliz sem perceber que a maior responsável não pelo feliz.... mais sim pelo final.... sou EU...e não o meu destino.
Destine-se a ser maior.....
Eu sinto que sei que sou....
sábado, 23 de maio de 2009
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